
Redecard transforma seu processo de Outsourcing de Desenvolvimento de Sistemas
Processo muda paradigmas no relacionamento com fábricas de software e introduz um conceito fundamental nos acordos de nível de serviço: o ponto de função
A Redecard é uma das companhias líderes da indústria de cartões de pagamento no mercado brasileiro e credenciadora das bandeiras MasterCard e Diners Internacional. Responsável pelo credenciamento de estabelecimentos, bem como captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações realizadas com cartões de crédito e débito, acaba de concluir uma das últimas etapas de seu projeto de outsourcing de desenvolvimento e sustentação de sistemas. Em uma licitação que envolveu 17 empresas, incluindo alguns dos maiores players do mercado, a Redecard optou por apenas dois parceiros, entre eles, o Grupo Resource que responde pelo desenvolvimento e manutenção dos sistemas de missão crítica da empresa.
O modelo de outsourcing, iniciado há 4 anos, está hoje em consonância com o modelo de governança corporativa de TI adotado pela empresa. “Construir software não faz parte do nosso core business e, portanto, a melhor opção era mesmo optar pelo outsourcing”, comenta Alessandro Raposo, CIO da Redecard.
Mas, o caminho percorrido até chegar ao estágio em que a empresa se encontra foi trilhado não sem muito estudo, esforço e quebra de paradigmas. A questão central era terceirizar não apenas a construção do código, mas a maior parte das etapas do desenvolvimento de software sem o risco de perder o controle sobre a inteligência do negócio. Outro desafio era a criação de um novo modelo de acordos de serviços, capaz de ser um alicerce realmente sólidopara a gestão do relacionamento com os parceiros de desenvolvimento.
O CIO conta que o primeiro movimento nessa direção, por volta do ano de 2004, foi a substituição paulatina do modelo existente. “Percebemos que a área de desenvolvimento continuava crescendo, o que nos obrigava a dispor de mais espaço físico, além dos custos inerentes a isso, sem falar de uma demanda na gestão de pessoas. No mercado, já existiam empresas capacitadas para nos atender, por isso não havia sentido crescer internamente”, relembra Raposo. Na época, a Redecard decidiu passar boa parte dos serviços para fábricas de software.
Passada a fase de transição para o outsourcing, a Redecard optou por ampliar o processo de terceirização do desenvolvimento. “Um dos motivos que nos levou a aprofundar a terceirização foi a governança de TI, pois buscamos eficiência, agilidade e qualidade”, disse. O CIO lembra que o processo de reestruturação do outsourcing durou 12 meses. Para começo de conversa, a Redecard contratou uma consultoria independente para estruturar a licitação e ajudá-la a formatar os novos acordos de serviços, os novos contratos e sua modalidade de pagamento.
“Chegamos a entrevistar 36 empresas e, com base nisso, iniciamos a licitação com 17 candidatas; no final ficaram apenas duas entre elas a Resource. O que mais pesou, no caso da Resource, foi sua flexibilidade e ritmo que a Redecard precisava”.
Alessandro Raposo frisa que buscavam empresas flexíveis,capazes de se adaptarem à Redecard, mas que ao mesmo tempo pudessem amadurecer rapidamente, focando a excelência no processo de desenvolvimento e sustentação de software. “Fugimos de empresas excessivamente rígidas e com modelo puro de fábrica de código”.
Ponto de função e Inteligência do negócio
De acordo com o executivo, essa nova fase do outsourcing em que a Redecard se encontra trouxe para a empresa novos parâmetros importantes em termos de modelo de acordos de serviços. “A nossa área de governança estabeleceu diretrizes com base no Cobit e CMM e mapeou pontos que deveríamos priorizar na reestruturação dos nossos processos e controles”, informa.
Ele explica que o contrato de outsourcing, no que tange aos serviços de desenvolvimento, agora gira em torno de Pontos de Função. No passado, os acordos eram baseados no conhecimento que os profissionais das fábricas e da Redecard possuíam do código. Neste novo modelo, a idéia foi se distanciar do código em prol da funcionalidade agregada ao conjunto de sistemas da empresa, medida em Pontos de Função.
“A Redecard está dizendo ao mercado de outsourcing que o mais importante para as empresas que contratam fábricas de software é o número de funcionalidades dos sistemas e não o detalhe, o código”, avisa Raposo . Ele acredita que esse novo modelo traz outro patamar de governança, outro nível de serviço operacional, excelência nos processos e, ao mesmo tempo, libera a equipe interna para dar maior foco na concepção das soluções exigidas pelo negócio e nos aspectos de gestão dos fornecedores. A Redecard é uma das primeiras empresas no seu setor a aderir a este modelo.
Os SLAs – Service Level Agreements – também sofreram ajustes, estão mais claros e simples. “O objetivo era ter um acordo de serviços mais rígido, que levasse a Redecard e os parceiros a um outro patamar no gerenciamento dos processos. Conseguimos conceber um modelo muito bom”, atesta. Outra questão enfrentada e solucionada foi o controle da inteligência do negócio. “Todas as soluções são concebidas dentro da Redecard e está sendo estabelecida uma efetiva gestão do conhecimento. Não abrimos mão do mapeamento e concepção das soluções para nossas áreas de negócio, quer desenvolvendo-as por meio do nosso outsourcing, quer adquirindo soluções prontas de mercado”, admite.
Para o executivo, toda essa evolução não seria possível sem a transição na escolha dos parceiros. “O sucesso desse projeto dependia da escolha certa dos fornecedores, capazes de prover um atendimento diferenciado, velocidade no atendimento das demandas e processo de sustentação eficiente”, revela. Perguntado sobre a relação entre redução de custos e outsourcing, Alessandro Raposo esclarece que o cerne desse processo foi ganhar agilidade, eficiência e qualidade. “A redução de custo também foi um alvo e foi atingido”, finaliza.
Sobre a Redecard
A Redecard é responsável pela captura e transmissão das transações com os cartões de crédito das bandeiras MasterCard® e Diners Club International, e dos cartões de débito MasterCard Maestro. A empresa credencia e promove o relacionamento com os estabelecimentos comerciais, além de ser parceira de negócios de bancos e diversos segmentos do varejo. Desenvolvedora de tecnologia de ponta, a Redecard cuida também da instalação e manutenção de uma rede eletrônica que oferece rapidez e segurança na captura das mais de 1,8 bilhão de transações realizadas por ano. A Redecard opera com uma rede de mais de 1,3 milhão de estabelecimentos credenciados e está presente em todo o País.
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